Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

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Marinês
Postamos hoje mais uma música que fala de Campina Grande, agora na voz de Marinês, a "Rainha do Xaxado".

José Orlando
A música chamada "Campina Grande" é de autoria de um compositor local, José Orlando, que não é o "lambadeiro" conhecido nacionalmente com seu "Pistoleiro do Amor".

O José Orlando "campinense",  destaca a volta da pessoa a sua cidade já adulta, como bem disse Marinês ao falar do tema: "Quando a gente volta à nossa terra não é a mesma coisa, você estranha um pouco. Mudam-se os costumes, as pessoas. É como se você acordasse e notasse que não é mais criança, que voltou em uma nova realidade".

Escutem o tema:


Fontes Utilizadas:

-Arquivo Pessoal
-Site do Sebrae PB


O AÇUDE VELHO DE CAMPINA



A
 construção do Açude Velho de Campina Grande, obra de grande vulto para a época, foi iniciada em 1828 e concluída no ano de 1830, motivada que foram pela grande seca que assolou o Nordeste a partir de 1824. Custou inicialmente aos cofres públicos um conto de réis. Mais tarde, o Ministro do Império enviou dois contos e trezentos mil reis para a sua conclusão.
Segundo um antigo documento do IHGP, datado de 18 de novembro de 1830, a Câmara Municipal da Vila Nova da Rainha orçamentara a obra nos termos seguintes:

PLANO DE ORÇAMENTO DA OBRA DO ASSUDE VELHO – Aos dezoito dias do mês de novembro de mil e oito centos e trinta, nesta Villa Nova da Rainha Comarca e Província da Parahyba do Norte, em casa de Câmara da mesma, onde se achava reunida a Câmara Municipal em Sessão Ordinária, o Presidente e Membros da Mesa da mesma Câmara ahi depois de terem  vestoriado com dous louvados, o Sargento mor, João Francisco Barreto e Tomaz da Costa Pimenteira, a obra que se deve fazer do assude velho desta Villa a fim de acautellar as repetidas faltas de água dos annos secos, fizerão o plano da dita obra da fórma seguinte: - Que se faça hua parede d’altura de cinco palmos sobre o baldo ou parede do assude velho desta Villa, ficando na superfície a ditta parede nova a largura de dez palmos; cuja parede deverá ser da grossura ou baze em baixo sessenta palmos, ou com a terra, que pelo declívio poder descer aos lados, sem ter estacada ou remada tanto a hum lado, como, em outro; sendo a parede no nível thé a sangria, e deve ficar a dita sangria com três braças de largura, e a desembocadura da mesma, calçada de pedra ou tijolo de fórma, que a corrente d’água não profunde. Haverá tão bem no lugar da Gangorra, outra parede ou baldo com altura correspondente ao nível (sic) da primeira, e com grossura proporcional à mesma, havendo procedido hum alicerce thé descubrir o barro rijo, ou com oito palmos de profundidade, e largura, o mesmo se estenderá na outra parede, a onde não houver alicerce; deveras as ditas paredes ser feitas a terra de dentro do assude, advertindo que tanto huã, como outra parede, deve corresponder unível de huã á outro alto com altura acima dita. E logo os louvados à vista deste Plano avaliarão a obra na quantia de dous Contos e tresentos mil reis tudo para constar mandarão fazer este termo      que assignarão com os louvados, eu Manoel da Costa Ramos, Secretário o escrevi: - LEONARDO JOSÉ RIBEIRO, Presidente, ANTONIO PEREIRA DE ARAÚJO – JOSÉ DE GOUVEIA SOUZA – ANTONIO SEBASTIAM DE ARAÚJO – JOSÉ ANTONIO VILLA SECA – MANOEL PEREIRA DE ARAÚJO – Está conforme. Leonardo José Ribeiro, Presidente – Antonio Pereira de Araújo – Manoel Pereira de Araújo – Antonio Sebastião d’Araújo – José Vitoriano de Barros – José de Gouveia Souza – Thomaz d’Aquino de Mendonça.
Está conforme.
No impedimento do Secretário do G° Joaquim Francisco Mont° da França, 2° Off. da Secret”.


Observe o leitor que mantivemos a grafia original dada a importância documental que se faz.
O historiador Elpídio de Almeida nos informa que, existia um MS a esse respeito no 3° Cartório da antiga vila, hoje Campina Grande.
O Açude Velho foi reconstruído em 1841.
Nos anos 45 e 77 do Século XVII, a região polarizada por Campina enfrentou outra grande seca, tendo este manancial grande importância no abastecimento d’água dos campinenses. Primeira fonte de abastecimento do município, sua finalidade precípua foi abandonada após a canalização da água.

Rau Ferreira
Blog História Esperancense http://memoep.tk/

Fonte:
- IHGP, Revista do. Vol. XIX. Imprensa Universitária da Paraíba. João Pesso/PB: 1971.
- ALMEIDA, Elpídio de. História de Campina Grande. Livraria Pedrosa. Campina Grande/PB: 1962.
- Wikipédia: Açude Velho. Disponível em http://pt.wikipedia.org, acesso em 23/11/2011.

Flâmulas da Olimpíada do Exército de 1978

Interessante reprodução de "flâmulas" da Olimpíada do Exército de 1978, material cedido ao blog gentilmente pelo colaborador Manoel Leite, o "Leitinho".


Mais um "retalho" da história campinense.

Zito Borborema, mesmo tendo nascido na cidade de Taperoá-PB, foi outro que resolveu homenagear Campina Grande em música. Ao lado de José Pereira, Zito fez o tema “Minha Campina Grande”.

Com sua voz aguda e seu ritmo peculiar, Borborema fez bastante sucesso pelo Nordeste. Na música sobre Campina Grande, ele ao dizer que estava deixando a cidade, relembra coisas marcantes de sua memória, chegando inclusive a certa altura, prestar homenagem ao Treze, o velho “Galo da Borborema”. Abaixo, escutem o áudio desse tema:

Egresso da capital cearense, Fortaleza, em 1942, Raymundo Yasbeck Asfora aporta em Campina Grande aos 12 anos de idade em companhia dos pais libaneses. Aos 18 anos já militava nos movimentos estudantis, atuando bravamente na restauração de um dos maiores instrumentos de defesa da classe discente, o Grêmio Estudantil Campinense.

Foi luta sua o início da construção da Casa do Estudante, mais tarde nomeada de Casa Félix Araújo.

Aos 18 anos, parte para cursar a Faculdade de Direito na cidade de Recife, em Pernambuco, retornando a Campina Grande no ano de 1952 para assumir a Secretaria de Serviço Social na gestão do prefeito Severino Cabral. Sua colaboração na administração municipal lhe confere a oportunidade de ser eleito vereador pelo PTB, em 1955,  tornando-se líder da oposição ao prefeito eleito Elpídio Josué de Almeida, com mandato findo em 1959.

Aliando sua atuação como legislador à prática forense, Asfora, um dos maiores tribunos que Campina Grande já contemplou, foi aclamado o mais popular advogado em 1957 pela realização de grandes júris populares.
Foi eleito deputado estadual em 1958, agora pelo PSB, quando em projeto de sua autoria nomeou aquela Casa Legislativa de Casa Presidente Epitácio Pessoa.

Na década de 60, foi  Assessor do Ministro João Agripino, quando do governo do presidente João Goulart, em 1961, procurador da Fazenda Estadual-PB, em 1962 e em 1964 assumiu, como suplente, mandato na Câmara Federal de Deputados, para onde voltaria em 1982, desda feita pelo PMDB.

Compondo a chapa majoritária, em 1976, elege-se vice-prefeito de Campina Grande pela ARENA, ao lado de Enivaldo Ribeiro, cumprindo mandato de 1977 a 1982.

No ano de 1986, durante a escolha da chapa que disputaria as eleições daquele ano, aceitou a indicação do seu nome para vice-governador, neste mesmo ínterin, surge a figura, quase que infante de Cássio Cunha Lima herdando seus votos, como representante do povo paraibano no Congresso Nacional.

A aliança de grandes nomes peemedebistas elege Tarcísio Burity governador e Raymundo Asfora seu vice em 15 de Novembro de 1986.
Sob clima de muito mistério, Raymundo Asfora é encontrado morto em sua residência, à Granja Uirapurú (Antiga Biblioteca Central Campus I-UEPB), no Bairro de Bodocongó no dia 06 de Março de 1987, à  nove dias da sua posse, tendo sido lhe atribuído suicídio.

Até hoje existem duas correntes entre os campinenses acerca dessa tese: suicídio, ou assassinato.

Entre suas admirações estavam Argemiro de Figueiredo como político, o Treze FC como  time de futebol , o Restaurante Manoel da Carne de Sol, nas Boninas, e o Clube Ipiranga, ás margens da Av. Canal.

Raymundo Asfora é co-autor de uma das maiores composições musicais da região, em parceira com Rosil Cavalcante, na música "Tropeiros da Borborema" uma verdadeira ode às origens da nossa querida Campina Grande, considerada hino extra-oficial da nossa terra.

"A morte está enganada, eu vou viver depois dela" (Raymundo Asfora)

Fontes Pesquisadas:
Discurso proferido pelo Dep. Fed. Rômulo Gouveia na Câmara dos Deputados
em 06.03.2007 - 15:58hs (www.camara.gov.br)
Fotos: SILVESTRE, Josué. "Nacionalismo e Coronelismo"

Vejam Mais:

Em 11 de fevereiro de 1988, o Diário da Borborema publicou as seguintes matérias sobre a morte do tribuno (Cliquem para ampliar):


Um encarte de um evento em homenagem ao saudoso Asfora em 1986, evento organizado pela Prefeitura na administração de Ronaldo Cunha Lima (Cortesia de Prof. Thomas Bruno Oliveira):

(Cliquem para ampliar as imagens)


Reportagem da TV Borborema sobre a história do tribuno:

Com a colaboração do jurista Sheyner Asfora, filho do saudoso tribuno Raymundo Asfora  - a quem  agradecemos imensamente -, apresentamos mais uma série de fotos que mostram alguns momentos do cotidiano do grande líder e vice-governador eleito em 1986.

Conversando com o ex-deputado Orlando Almeida

Descontração: Chopp do Alemão (CG)

Na Arte do Discurso
Raymundo Asfora na Academia de Letras

Contando com a gentileza e a colaboração de Sheyner Asfora, jurista, filho do saudoso tribuno Raymundo Asfora, que nos enviou um rico material fotográfico, iniciaremos uma série de postagens mostrando algumas imagens do vice-governador eleito em 1986 em diversas situações cotidianas.

Em discurso na Academia de Letras

Com José Américo de Almeida
Uma das inúmeras músicas feitas para Campina Grande foi o tema "Alô Campina Grande" de Severino Ramos. Ela ficou eternizada na voz de Jackson do Pandeiro:

ALÔ ALÔ MINHA CAMPINA GRANDE
Severino Ramos
Alô alô minha Campina Grande,
quem te viu e quem te vê
não te conhece mais
Campina Grande tá bonita, tá mudada
muito bem organizada e cheia de cartaz

Recebe turistas, o ano inteirinho
a seus visitantes, trata com carinho
quem vai a Campina, pede prá ficar
tem muitas meninas prá se namorar
e se amarra nas garotas e não sai mais de lá
ô não sai mais de lá, ô não sai mais de lá
quem visita Zé Pinheiro não sai mais de lá
ô não sai mais de lá, ô não sai mais de lá
quem dançar no Ipiranga não sai mais de la
ô não sai mais de lá, ô não sai mais de lá
É, quem dançar nos Caçadores não sai mais de lá

Alô alô minha Campina Grande,
quem te viu e quem te vê
não te conhece mais
Campina Grande tá bonita, tá mudada
muito bem organizada e cheia de cartaz

O áudio da música:
Por Edmilson Rodrigues do Ó

 Dragagem, Revitalização, urbanismo... (Artigo do dia 15 de outubro de 2011)

Como todos sabemos, desde tempos remotos o nosso nordeste sofre as agruras de sêcas inclementes e até de estiagens prolongadas. Todavia, embora Campina Grande esteja localizada na área menos agreste, mesmo assim sofre em menor intensidade as grandes estiagens. Ate 1958 ano em que foi inaugurada a adutora de Boqueirão,  a população de Campina Grande sofreu uma grande instabilidade no suprimento de água. Diante desse angustiante problema foi que as autoridades do passado se concentraram em construir açudes e até pequenas barragens. E foi dentro desse contexto que surgiram o AÇUDE VELHO por volta de 1830 seguido pelo AÇUDE NOVO construído dentro da mesma década, haja visto que em 1840 já foram executados reparos na sua estrutura. Finalmente, veio o AÇUDE DE BODOCONGÓ cujas obras foram iniciadas no ano de 1911 porém sofreram algumas paralizações vindo somente a ficar concluído no ano de 1916 e, no ano seguinte, transbordou pela primeira vez.

Naquela época, tanto a sociedade campinense como os políticos se mobilizaram para consumar a execução da grande obra.  O Prefeito Cristiano Lauritzen pediu ajuda ao Governo Federal e, em pouco tempo chegava a nossa cidade o Eng. Miguel Arrojado Lisboa diretor da Inspetoria Federal de Obras contra as Secas – IFOCS  - Mais tarde transformado no atual DNOCS, e foram logo iniciados os serviços de localização da barragem  e respectiva topografia. O Prefeito recebeu o apoio integral de todos os Conselheiros Municipais, atualmente Vereadores, que assinaram o ofício de solicitação ao governo federal no dia 19 de julho de 1911.

Agora, refiro-me específicamente ao Açude de Bodocongó, e por uma razão muitíssimo justa; É que ele está morrendo lentamente...! Está agonizando, depois de quase um século de utilidade pública o abandonaram de uma forma injusta e cruel. Lembro-me perfeitamente de quando cerca de uma dúzia de empresas incluindo indústrias têxtil, de celulose,  de premoldados, de óleos vegetais e rações, beneficiamento de couros e peles, etc., eram todas abastecidas com água do velho açude. Lembro-me outrossim quando nos anos 50 do século passado, na sua margem paralela a BR, em frente ao então Curtume Antonio Villarim, numa casa rústica situada na prainha do açude, funcionava o nosso saudoso Clube Aquático de Campina Grande muito festivo e concorrido sobretudo nas matinais de finais de semana, quando prevalecia a prática do ski aquático com um grande número de lanchas e desportistas.

É profundamente lamentável e triste ver o açude com menos de 50% do seu volume original, em conseqüência do assoreamento das suas barrancas que anualmente são arrastadas pela correnteza obstruindo a sua bacia. Inúmeras vezes temos ouvido a administração pública local falar a imprensa sobre o assunto e prometer executar a dragagem e a revitalização do açude. Entretanto, o tal projeto nunca saiu da prancheta. Enquanto isso, o açude agoniza e Campina Grande poderá perder mais uma belíssima página da sua história. Portanto, fica aqui o meu apelo aos órgãos de imprensa local assim como a população como um todo a se manifestarem ativa e pacìficamente  no sentido de que o Açude de Bodocongó seja restaurado e urbanizado e jamais venha a desaparecer do cenário que enriquece a história e a cultura da nossa Rainha da Borborema.

Foto feita no ano de 1970, mostrando o zelo e a grandiosa massa de água acumulada na sua bacia




É  muito importante notar que, no momento em que foram feitas as últimas quatro fotos, o açude continuava transbordando e, mesmo assim,  podemos notar claramente o recuo do nível da água e a grande área do leito seco. Grande parte da área que em 1970 era submersa, nas fotos atuais mostram uma pujante plantação de capim em solo firme. Vamos sensibilizar a população a se mobilizar no sentido de evitar que o histórico manancial de Bodocongó desapareça para sempre do nosso cenário.

AÇUDE DE BODOCONGÓ – Complementação (24 de novembro de 2011)

Faz pouco tempo, ou  mais precisamente em 15 de outubro recém-findo, foi publicado nesse respeitável espaço um artigo de minha autoria sobre a provável extinção do histórico AÇUDE DE BODOCONGÓ. No referido artigo, eu mostrei uma das inúmeras fotos que eu próprio fiz daquele manancial a exatamente 41 anos atraz, ou seja, no já distante ano de 1970 época em que aquele extraordinário reservatório não demonstrava quaisquer indícios de assoreamento que comprometesse tanto a sua extensa área líquida assim como a sua profundidade.

Recentemente, fiz nova reportagem fotográfica e, comparando-a com a de 1970. a diferença é alarmante. Naquela oportunidade, no local onde as lanchas deslizavam na superfície como flechas, hoje se encontra um exuberante capinzal.. Portanto, com o gradativo aterramento da calha original as águas recuam ano após ano transformando o centenário açude numa simples e modesta lagoa.

Todavia, como todas as minhas fotos foram horizontais, estou anexando para complementação do supra mencionado artigo uma imagem aérea de satélite na qual podemos vislumbrar toda a área original do açude quase completamente aterrada. E um interessante detalhe; a foto captou o açude em pleno transbordamento como mostra claramente o canal de transbordo na parte inferior da imagem. Isto significa afirmar categoricamente que o açude se encontrava naquele momento com a sua capacidade máxima de armazenamento considerando-se inclusive que a foto é atualizadissima pois foi colhida no corrente ano de 2011.

     

Observação:

Todas as fotos foram feitas por Edmilson Rodrigues do Ó 
 
Em 1981, a TV Borborema, a primeira da Paraíba, foi alvo de uma reportagem da Revista Veja, na época, o principal meio de comunicação impresso do país. O jornalista "Chico Maria", com seu programa de debates "Confidencial", foi o tema principal da reportagem, que nossos leitores podem ler abaixo:


Fontes Utilizadas:

Acervo da Revista Veja
Mais uma vez, colocamos fotos sobre a Praça Cel. Antonio Pessoa e a Estátua de João Pessoa. A foto em preto e branco abaixo, nos foi enviada por Welton Souto Fontes. A imagem mostra um ângulo diferente da estátua, de costas. Ao fundo, o então Campinense Clube pode ser visto. Não sabemos a data exata da foto e nem quem a tirou.


A Praça e a Estátua em 2011:

Não conseguimos repetir o mesmo ângulo da primeira em virtude das árvores hoje existentes no local

***

A seguir, um registro da primeira imagem agora colorizada artificialmente:


O Ministro do governo militar de João Figueiredo, Mário Andreazza, sempre foi figura fácil na Paraíba, talvez pela amizade com o ex-prefeito de Campina Grande Enivaldo Ribeiro. Na sua gestão como ministro, Andreazza beneficiou Campina Grande com vários financiamentos, que possibilitaram várias obras estruturantes em nossa cidade. Abaixo, em propaganda datada do ano de 1984, o já ex-prefeito e então secretário do Governo Wilson Braga, saúda o ministro em sua visita a Paraíba.


Fonte: Gazeta do Sertão (Acervo)

Açude de Bodocongó


Um dos temas marcantes sobre Campina Grande é a música "Bodocongó", que se refere ao bairro e ao açude que recebe este nome. Segue abaixo, a letra e música da bela canção:

Bodocongó

Composição: Humberto Teixeira - Cícero Nunes

Eu fui feliz lá no bodocongó
Com meu barquinho de um remo só
Quando era lua
Com meu bem
Remava à toa
Ai ai ai que coisa boa
Lá no meu bodocongó
Bodo Bodo Bodo congó bodo bodocongó
Meu canário verde
Meu curió
Bodocongó bodo bodocongó
Ai!Ai! Campina Grande
Eu vivo aqui tão só

Escutem a música na voz marcante de Elba Ramalho:



Algumas fotos do Açude em 2011, que está precisando urgentemente de uma revitalização:









Diário da Borborema, 30/04/1960
"O progresso concreto, em forma de concreto!" era o slogan do lançamento da nova séde do Banco Industrial de Campina Grande, no Edifício Rique, conforme se anunciava no Diário da Borborema do dia 30 de Abril de 1960.

Leia mais sobre o Banco Industrial de Campina Grande CLICANDO AQUI.


Recorte encontrado em ALMEIDA, Adriana de. "Modernização e Modernidade-Uma Leitura
sobre a Arquitetura de C. Grande (1940-1970)
Raríssimo registro fotográfico enviado pela colaboradora Ana Lúcia Santino:


Professor Mário Vinicius Carneiro Medeiros nos elucida sobre a imagem acima: "Em primeiro plano, no canto esquerdo temos a feira  central. As manchas escuras vizinhas ao prédio são as barracas da feira, no denominado "triângulo". Também do lado esquerdo, bem no canto, é a rua da atual feira de flores, que segue até a Vila Nova da Rainha. No canto direito, temos a Floriano Peixoto, como os edifícios  Paraná e Alvorada nas esquinas. Agora, particularmente, acredito que esta foto  tenha sido feita em meados dos anos 60, pois o edifício Lucas, na posição de  centro-esquerda da imagem, ainda está em construção..."
Foto: Jornal Diário da Borborema, 1974

Contribuição provinda do colaborador Jônatas Rodrigues que aborda a antiga fachada do Colégio Alfredo Dantas, tradicionalmente localizado na Rua Marquês do Herval, no ano de 1974.

Este visual permaneceu somente até o ano seguinte, já que em 1975 se comemorou 105 Anos do Tenente Alfredo Dantas, fundador do Grêmio de Instrução Campinense, que deu origem ao CAD anos mais tarde, e a diretoria investiu na modernização da estrutura física do educandário, que adquiriu as principais características mantidas até hoje.

O CAD já foi assunto abordado neste blog, para ler mais CLIQUE AQUI.

Parada Cívica na Av. Floriano Peixoto

Em 1944 o mundo ainda agonizava perante a II Grande Guerra. 

Porém, o aniversário natalício do presidente Getúlio Vargas, 19 de Abril, foi comemorado em Campina Grande, nesta mesma data com uma gama de homenagens promovidas pela Prefeitura Municipal, na pessoa do prefeito interino Lopes de Andrade que, à época, realizou inaugurações, parada cívica e retreta no Centro da Cidade, de acordo com o recorte do jornal "A União", periódico oficial do Governo do Estado da Paraíba que, inclusive, tendo a figura do interventor Ruy Carneiro determinado que o dia do aniversário do ditador Vargas também se comemorasse o "Dia da Juventude".

Essa preciosidade histórica é mais uma contribuição valorosa de Rau Ferreira, editor do site "História Esperancense" que dedica esforço maciço no resgate da História da nossa vizinha cidade de Esperança.

Os que visitam nosso blog, observam que sempre estamos postando músicas que falam em Campina Grande. É uma forma de homenagem a uma cidade tão querida. Hoje iremos disponibilizar a música "São João no Caçador" dos Três do Nordeste. A música de autoria de Parafuso e Aloisio, fala no famoso São João "Pré-Parque do Povo", os quais se destacavam justamente o do Clube dos Caçadores e também o do Gresse (grifo nosso). Escutem o tema:


Abaixo, uma foto enviada pelo colaborador Wellington Medeiros, mostrando um baile realizado no Clube  dos Caçadores no ano de 1974:


Em breve, abordaremos com maiores detalhes, fatos históricos do Clube responsável por tantas festas inesquecíveis de nossa cidade.
Mudando um pouco o foco das postagens, principalmente para os que são de Campina Grande, mas atualmente estão morando fora e não acompanham a mudança de nossa cidade, 10 fotos mostrando o centro da eterna "Rainha da Borborema":











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