Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa

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Um dos locais mais famosos de Campina Grande é o Calçadão “Jimmy de Oliveira” ou “Calçadão da Cardoso Vieira”, como é mais conhecido esse “centro efervescente” da cidade. Ali, os chamados “Boatos do Calçadão” são criados. As falácias políticas, esportivas e religiosas, atingem nesse local todo o seu poder. Não se pode esquecer também, dos aposentados, dos visitantes, dos personagens folclóricos, daqueles que fazem da “vida alheia”, o melhor tema do mundo.

Outra força do local é o seu grande poder econômico, pois se localiza no centro da Cidade, sendo um dos principais pontos de acesso às várias ruas dos mais diversos comércios.

O primeiro Calçadão foi criado na gestão do prefeito Evaldo Cruz, ocupando o trecho da Cardoso Vieira entre as ruas Marquês do Herval e Venâncio Neiva. O nome “Jimmy Oliveira”, foi em virtude da morte de um jovem na década de 70, que causou grande consternação na cidade.

A Cardoso Vieira, antes da implantação do seu famoso Calçadão

Na prefeitura de Enivaldo Ribeiro, ocorreu uma grande reforma no local. No dia 27 de março de 1982, após a reformulação, o Calçadão seria inaugurado, estando compreendido entre as ruas Cardoso Vieira, Sete de Setembro, Venâncio Neiva e Maciel Pinheiro.


Calçadão da Maciel Pinheiro

A idéia de Enivaldo era transformar o local num grande centro de lazer e também turístico. Todavia, o que aconteceu foi à invasão de “ambulantes”, que acabaram transformando o local num verdadeiro inferno. Na gestão de Félix Araújo Filho, o Calçadão ficou compreendido apenas na Cardoso Vieira.

Foto Atual

Fontes Utilizadas:

-Arquivo Pessoal
-Anuário de Campina Grande - 1982 – Grafset Ltda
Já retratamos aqui, o hino oficial de nossa cidade. Abordaremos agora, os símbolos municipais de Campina Grande.

O primeiro é o "Brasão de Armas do Município". Segundo a Lei nº 54/74 de 26 de agosto de 1974, em seu artigo segundo. o Brasão tem a seguinte construção:

Escudo: de verde, uma asna de ouro acompanhada de três espadas do mesmo, com as pontas voltadas para cima;
Insígnia: coroa mural de prata, com quatro torres do mesmo, que é de cidade sede de município.
Lema: "Solum inter plurima" - Única entre muitas - letras de ouro em listel de verde.




A Bandeira, símbolo oficial do município e que é o símbolo do poder do Prefeito Municipal, mede 1,00 x 1,40 cm, confeccionados em filete, com as mesmas caracteríticas de cores do Brasão. A Bandeira  será hasteada publicamente em solenidades oficiais, juntamente com o Pavilhão Nacional e a Bandeira do Estado, obedecidas as disposições de precedência.




O Estandarte terá em orla de campo dois cordões trançados (verde e amarelo) e formam as extremidades quatro borlas com as mesmas cores.



E finalmente, o Sinete oficial do Município, utilizado em documentos, com as mesmas características do brasão e bandeira.




Fonte Utilizada:

Livro do Município de Campina Grande - 1984 - Editora Unigraf

Esta foto do final dos anos 50 mostra o cruzamento da Av. Floriano Peixoto com a Rua Vidal de Negreiros, sendo possível observar parte da Praça Clementino Procópio, o Grande Hotel, o prédio do antigo Hotel Marajó (a direita), além do antigo Posto Esso (Posto Futurama), hoje utilizada como estacionamento, desgraçando com a paisagem central da cidade.


Embora tenham surgido polêmicas acerca da extensão da área utilizada após a remoção dos barraqueiros, fica evidente que o terreno do antigo posto limitava-se com uma artéria que havia por trás do prédio do Grande Hotel (Sec. de Administrção de Finanças) à qual emendava-se com a Rua Afonso Campos.

Foto: IBGE


Esta foto é datada do ano de 1958, mostra em seu enquadramento o cruzamento da Rua Marquês do Herval com a Av. Floriano Peixoto.

São visíveis a Praça da Bandeira, o prédio dos Correios e, por trás deste, parte da Escola Técnica de Comércio, atual Faculdades de Administração de Ciências Contábeis da UEPB.


Encontramos no Youtube, alguns registros de campanhas políticas para a Prefeitura de Campina Grande. O primeiro registro é do Partido dos Trabalhadores:


Outro vídeo é de uma propaganda de Enivaldo Ribeiro (Prefeito 1996), em que até Maluf aparece:



Finalizando o registro, um vídeo de Cássio Cunha Lima, propaganda para prefeito em 1996:

Os torcedores de Pernambuco, apelidaram os nordestinos que gostam dos times do Sul-Sudeste de "Paraibacas", mesmo que eles, sejam um dos maiores fãs do futebol do eixo Rio-São Paulo. Polêmicas a parte, concordamos que torcedores de Campina Grande, devem e tem a obrigação, de torcer ou para Treze, ou para Campinense. Todavia, não se deve esquecer, que um Flamengo e Fluminense é um evento grandioso do Esporte mundial e se um torcedor tiver a oportunidade de vislumbrar "ao vivo" esse clássico, estará tendo o privilégio de assistir um evento histórico do futebol.

Campina Grande, como não pode deixar de ser, se "atreveu" a ter esse jogo em seus domínios.

Foi pelo Campeonato Brasileiro de 1995, que não teve o Maracanã como seu palco principal e sim, o menos votado Ernani Sátiro, o "Amigão", que naquela altura tinha "apenas" 20 anos de idade.

Nosso "velho" estádio de guerra, já tinha sediado vários jogos de grandes nomes do futebol, inclusive mundial, como o Brasil e Uruguai de 1992, o qual contou até, com personagens daquela fatídica Copa de 1950 presentes. Não se sabe se esse fato influiu no placar, já que 2 a 1 para o Uruguai, repetiu o resultado de 50.

Todavia, voltamos a 1995. Essa possibilidade de se jogar em outras localidades, foi uma "idéia" do ex-radialista Kleber Leite, então presidente do Fla, buscando as grandes rendas, já que seu time, pelo menos no papel, era excelente, pois tinha craques do nome de Romário, Edmundo e Sávio.

O Flamengo que em 95 estava completando 100 anos formou uma das maiores equipes de sua história, porém, sem resultados significativos. Chegou a perder o Campeonato Carioca para o Fluminense, no famoso gol de barriga de Renato Gaúcho. O Flu por sua vez como foi dito, era o campeão do Rio e tinha uma boa equipe, os quais se destacavam Renato, Vampeta e o bom atacante Valdeir.

Não é preciso dizer, que a festa tomou conta de Campina devido a esse evento. Nos dias que antecederam o jogo, não se falava em outra coisa, que não o tal do "FlaxFlu" do século, como chegou a ser chamado na Paraíba, inclusive com ingressos caríssimos para os padrões locais.

O Flamengo chegou à Campina e foi se hospedar no Hotel Serrano, sendo seguido por uma verdadeira multidão que tentavam pelo menos chegar perto dos seus ídolos. O Fluminense foi para o Hotel Ouro Branco, com um número de fãs um pouco menor.

Chegamos ao dia do jogo, 18 de outubro de 1995. Amigão completamente lotado e todos esperando o clássico carioca. Antes disso, porém, os espectadores tiveram a chance de assistir a uma preliminar. E não era um jogo qualquer, e sim o "Clássico dos Maiorais", entre Treze e Campinense. Naquela época, nosso futebol estava passando por uma crise sem precedentes, com o Treze chegando a disputar a segunda divisão do Estadual.

Em seu belo livro sobre a história do Treze, o professor Mario Vinicius relatou: "Quem foi ao estádio para ver o show de bola de Romário, Renato Gaúcho e outros grandes do futebol carioca, decepcionou-se. Em compensação, a preliminar foi digna dos velhos tempos dos maiorais. No final o Galo da Borborema derrotaria a Raposa Feroz, como dizia a sua torcida, pelo placar de 3 a 0".

O único erro nesse texto do professor foi o fato de Renato Gaúcho, que estava se recuperando de uma contusão, não ter vindo a Campina Grande, mas acertou em cheio em suas palavras sobre o jogo, que foi sensacional, talvez, o melhor fato daquela noite. A verdade é que o jogo principal, desculpe o termo, foi uma verdadeira "pelada".

Horrível, com o Flamengo dando a impressão que dominava a partida, com mais tempo da posse de bola, mas sem objetividade. Resultado final: 0 x 0. Romário quase não tocou na bola. Vampeta foi o melhor de um jogo, que praticamente não teve ataque a gols.

O Mengão era treinado pelo jornalista Washington Rodrigues, o "Apolinho", uma das inúmeras invenções de Kleber Leite naquela temporada. O Flu tinha a batuta de Joel Santana, que na época, era considerado um dos grandes técnicos do Brasil.

O Flamengo esteve alinhado com Paulo César, Luiz Carlos Winck, Válber, Ronaldão e Alexandre; Márcio Costa, Pingo, Uéslei (Fabiano) e Sávio; Edmundo (Marco Aurélio) e Romário. A equipe do Fluminense jogou com Wellerson, Ronald, Alê, Lima e Cássio; Vampeta, Norberto (Cadu), Aílton e Rogerinho; Gaúcho (Darci) e Valdeir. O juiz foi o polêmico paraibano José Clizaldo. A renda foi de R$ 274.500,00, com 22.400 pagantes, o qual não fez realidade sobre o público presente ao jogo, já que o Estádio estava completamente lotado.

Para presentear a nossos leitores, existe um vídeo com os "melhores momentos" daquela partida, com imagens da Rede Globo. Vejam abaixo:





O Edifício São Luís, localizado entre a esquina da Venâncio Neiva e o calçadão da Cardoso Vieira, foi um dos principais palcos da vida social de Campina Grande.

A Rádio Borborema utilizou por alguns anos esse local, para seus shows e programas, fazendo a alegria de toda uma geração de campinenses.

Também nesse local se situou a lendária Sorveteria Flórida, tradicional ponto de encontro para os jovens, os enamorados e as famílias de nossa cidade.

Atualmente, o prédio parece meio abandonado, servindo a parte de baixo, para um comércio farmacêutico. Abaixo, uma foto dos anos 50, contrastando com uma atual:





Teatro Municipal Severino Cabral
Arquiteto Licenciado: Geraldino Duda


 
Cine-Theatro Capitólio
Arquiteto Licenciado: Isaac Soares (1934)



Cassino Eldorado
Arquiteto Licenciado Isaac Soares (1937)

Fontes:
- Site do Teatro Municipal Severino Cabral;
- SOUSA, Fabio Gutemberg. "Campina Grande: Cartografias de uma reforma Urbana"

Tivemos a grata surpresa na semana passada, de descobrir o endereço do blog "História Esperancense" http://historiaesperancense.blogspot.com/ . A história da simpática cidade próxima a Campina Grande, é retratada por Rau Ferreira, através de textos, vídeos e fotos. É uma grande alegria saber, que não estamos sozinhos na tarefa de retratar a história da Paraíba, tão sofrida, mais cheia de aspectos históricos relevantes. Dias atrás recebemos um email de um usuário, que também quer fazer um blog sobre a história de Pocinhos. É isso pessoal, daqui a pouco, toda a história da Paraíba estará na net, que deveria ser sempre utilizada para isso, para o bem, para o saber, etc., e não apenas como meio de desvirtuar o ser humano. Parabéns ao Rau Ferreira pelo seu belo blog e convidamos a todos os nossos leitores, a uma visita ao espaço histórico de Esperança.

Ao visitarmos o site da Cinemateca (http://www.cinemateca.com.br/), nos deparamos com uma informação de um vídeo sobre Campina Grande, datado de 1935. O filme teria sido feito por Luíz Thomaz Reis, um baiano, que rodava o norte e nordeste, filmando cenas pitorescas de vários locais. Segundo o site da Cinemateca, o filme teria sido exibido no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Infelizmente, não temos a informação se tamanha raridade ainda existe, devendo-se tratar do vídeo mais antigo de nossa cidade. Por outro lado, ainda visitando o site da cinemateca, encontramos um registro sobre a Cultura do Algodão no Estado, isso em 1925. Não sabemos, porém, o local onde foi feito tal registro, só sabemos que foi na Paraíba. O vídeo, nossos internautas podem visualizar abaixo. São apenas 15 segundos.






À primeira vista, ficamos encurralados em tentar localizar essa ponte na atual paisagem campinense... Pois bem, imagine-se na Rua Lino Gomes, de frente à AABB, olhando para o prédio da Clipsi!

Essa rua é o trecho que separa o Parque Evaldo Cruz do Parque do Povo, que emenda as Rua Lino Gomes à Rua Treze de Maio. E é no sentido da Rua Treze de Maio que vemos a torre da Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande.

Essa ponte passava por cima do antigo Açude Novo, que foi o segundo resarvatório construído em 1830 para suprir a carência de água na cidade, somando-se ao Açude Velho e, mais tarde, ao Açude de Bodocongó.

Somente em 1976 o Açude Novo tomou as proporções de "parque" como hoje o conhecemos, recebendo o nome de Parque Evaldo Cruz em 1985, após o falecimento do ex-prefeito responsável pela sua urbanização. 

Fontes Consultadas:
 Arquivos Pessoais
Wikipédia

Quando a casa de shows “Forrock” foi inaugurada em Campina Grande, no já distante ano de 1985, os campinenses ficaram encantados com aquele local, o nome diferente e principalmente, com as atrações que vieram a se apresentar na cidade, geralmente grandes nomes de nossa música popular.

O local do Forrock, situado na Avenida Almirante Barroso na Liberdade, entrou para a história cultural de Campina Grande, infelizmente, o grupo que comandava o local resolveu investir apenas em João Pessoa, fato comum nos investimentos em Campina Grande. Percebe-se, que ao se ganhar dinheiro e fama na cidade, o próximo passo é encerrar o empreendimento e se transferir para João Pessoa ou outra cidade maior.

Porém, os tempos eram outros e ao se perceber que a cidade era viável economicamente para grandes eventos musicais, vários empresários se interessaram em investir no ramo, como foi o caso de um grupo comandado por Luiz Augusto Nóbrega Oliveira, que na década de 70 ficou conhecido em Campina Grande, por comandar uma torcida organizada do Treze Futebol Clube, a “Guga”. Foram exatamente os eventos promovidos pela Guga, que deu a experiência necessária a Luiz Augusto para a promoção de eventos.

No dia 16 de junho de 1987, foi inaugurada na época, a maior casa de shows da América Latina, o Spazzio. A grandiosidade do local chamava a atenção de todos os brasileiros, já que a pergunta geral era: como é que uma cidade do interior da Paraíba tinha “bala na agulha” para tamanho empreendimento? Um dos maiores fãs do Spazzio era Chico Anísio, que sempre se referia a casa de shows em algumas entrevistas, isso no final dos anos 80.

Com capacidade para acomodar 18 mil espectadores, o Spazzio já teve a honra de ter em seu palco, nomes como Ray Connif, Julio Iglesias, Jimmy Cliff, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, The Platters e vários outros ícones da música em geral. “O Spazzio é uma casa rústica mais para a região é muito ousada. Logo no início levamos o Júlio Iglesias, pela primeira vez, quando ele veio ao Brasil e foi cantar no Nordeste”, relatou Luiz Augusto a um site de Pernambuco.

O sócio de Luiz Augusto é o empresário Zito Buarque, conhecido na região por suas Usinas de Cana-de-Açúcar e outros ramos empresariais, além de ser apaixonado pelo Campinense Clube, o qual ajuda financeiramente. No áudio abaixo, retirado do programa “Mesa de Bar” da Rádio Cariri, Buarque fala de como começou seu envolvimento com o Spazzio, além de uma engraçada história sobre um show de Roberto Carlos:
     


 

Com 22 anos de serviços prestados a cidade, o Spazzio mantém sua história de shows, apesar de nos últimos anos a qualidade musical ter caído um pouco. Esperamos mais shows de uma qualidade de um Djavan, Ana Carolina etc., pois Campina Grande não é apenas forró, porém, é verdade que o gosto popular não deve ser esquecido. Talvez a grande pedida seja encontrar um meio termo entre os vários gostos musicais.

Abaixo, uma relação de shows realizados no Spazzio até o ano de 2003:

1987

19/06 – Jorge de Altinho/ Alceu Valença
20/06 – Luiz Gonzaga/ Marinês/ Capilé
21/06 – Chiclete c/ Banana/ Dominguinhos
23/06 – Elba Ramalho / Luis Gonzaga/ Jorge de Altinho
24/06 – Nando Cordel/ Dominguinhos
26/06 – Luiz Gonzaga/ Fagner/ Alcimar Monteiro
27/06 – Elba Ramalho/ Chiclete com Banana / Capilé
28/06 – Alceu Valença/ Nando Cordel
08/08 – Elba Ramalho/ Chiclete com Banana
28/08 – Fagner/ Chico Buarque
04/10 – Trem da Alegria
17/10 – Ivan Lins/ Morais Moreira/ Capilé
23/10 – Lobão
28/11 – Toquinho (Desfile de Modas)
04/12 – Roberto Carlos
05/12 – Roberto Carlos
13/12 – Festival do Chopp
31/12 – Chiclete c/ Banana ( Reveillon )


1988

23/01 – Julio Iglesias
05/03 – Tokyo Banda de Supla/ Zero/ Capital Inicial ( Festival do Rock )
04/04 – Fevers/ Renato e Seus Blue Caps/ Ivanildo Sax ( Festa Anos 60 )
04/06 – Ray Conniff
11/06 – Amelinha/ Madruga/ Nando Cordel
18/06 – Chiclete c/ Banana/ Fagner/ Almanarte Brasil
23/06 – Elba Ramalho/ Nando Cordel/ Capilé
24/06 – Jorge de Altinho/ Fagner/ Três do Nordeste
25/06 – Caetano Veloso/ Dominguinhos/ Chiclete com Banana/ Gilberto Gil
26/06 – Chiclete c/ Banana/ Almanarte Brasil/ Banda Reflexus
28/06 – Geraldo Azevedo/ Elba Ramalho/ Novinho da Paraíba
02/07 – Chiclete c/ Banana/ Capilé/ Jorge de Altinho/ Os Tropicais
09/07 – Três do Nordeste/ Capilé/ Trio Nordestino/ Os Tropicais
06/08 – Banda Reflexus/ Luis Caldas
27/08 – Adilson Ramos/ Alípio Martins/ Nelson Gonçalves
04/09 – Xou da Xuxa
10/09 – Gal Costa
24/09 – Lulu Santos
15/10 – Homenagem a Luiz Gonzaga
24/12 – Banda Mel
31/12 – Neguinho da Beija Flor


1989

28/04 – Paulinho da Viola/ Fagner/ Chico Buarque
03/06 – Chiclete c/ Banana
10/06 – Fábio Júnior/ Capilé/ Wilma
17/06 – Fafá de Belém/ Assisão/ Alcimar monteiro
23/06 – Elba Ramalho/ Dominguinhos/ Madruga
24/06 – Chiclete c/ Banana/ Nando Cordel/Tânia Alves
28/06 – Trio Nordestino/ Chiclete c/ Banana/ Som da Terra
01/07 – Ney Matogrosso/ Antonio Barros e Ceceu
29/07 – Lulu Santos
02/09 – Simone e Banda Caprichosos de Pilares
24 à 27/09 – Fetec
22/10 – Angélica
09/12 – Roberto Carlos
30/12 – Chiclete c/ Banana/ Luis Caldas


1990

13/03 – Formatura Colégio da Prata
27/04 – Micarande ( Orquestra Popular de Olinda )
01/05 - Micarande ( Orquestra Popular de Olinda )
24 à 27/05 – Campina Grande Mostra Negócio ( Feira )
02/06 – Titãs e Capilé
13/06 – Alceu Valença / Eliane/ Wilma
22/06 – Elba Ramalho/ Gonzaguinha
23/06 – Chiclete c/ Banana/ Nando Cordel
29/06 – Fagner/ Fafá de Belém
30/06 – Luis Caldas/ Pepeu Gomes/ Morais Moreira
04/08 – Paralamas do Sucesso
01/09 – The Platters/ Milton Nascimento
13 à 16/09 – Fetec
29/09 – Ray Conniff/ Beto Barbosa
27/10 – Roupa Nova/ Banda Beijo ( 13 anos Rádio C.G FM )
28/10 – Dominó
17/11 - Artistas da Terra ( SOS Paraiban)
02/12 – Festival do Chopp ( Capilé e os Feras )
29/12 – Chiclete com Banana / Luis Caldas


1991

11 À 12/5 - Cidinho E Seus Convidados (24 Horas De Forró).
01/06 - Gilberto Gil/ Trio Nordestino.
15/06 - Pinto Do Acordeom/ Amazan/ Josinaldo.
21/06 - Elba Ramalho/ Banda Cheiro De Amor.
22/06 - Fagner/ Jorge De Altinho.
23/06 - Chiclete Com Banana/ Nando Cordel/ Capilé.
28/06 - Luis Caldas/ Três Do Nordeste
29/06 – Roupa Nova/ Flávio José
30/06 – Forrorande ( Trio Papa Léguas )
09/11 – Papa Léguas e Banda Beijo
30/11 – Jimmy Cliff
08/12 – Mara Maravilha
28/12 – Chiclete c/ Banana / Capilé


1992

11/04 – Daniela Mercury/ Alceu Valença
01/05 – Os Feras
02/05 – Daniela Mercury
03/05 – Ricardo Chaves
23/05 – Banda Mel
13/06 – Fábio Junior/ Antonio Barros e Ceceu
19/06 – Chiclete c/ Banana/ Jorge de Altinho
20/06 – Fagner/ Três do Nordeste
21/06 – Banda Cheiro/ Biliu de Campina
23/06 – Elba Ramalho/ Capilé
24/06 – Chiclete com Banana
27/06 – Daniela Mercury/ Nando Cordel
28/06 – Banda mel/ Inaldete Amorim
17 à 21/09 – Fetec
17/10 – Eliane/ Nando cordel
05/12 – Roberto Carlos
26/12 – Chiclete c/ Banana/ Alceu Valença/ Banda Feras


1993

27/03 – Lulu santos/ Banda Cheiro ( Prévia da Micarande )
16 à 18/04 – Banda Palov/ Feras
11 à 13/05 – Campina Grande Mostra Negócio
19/06 – Banda Beijo/ Jorge de Altinho
23/06 – Chiclete c/ Banana/ Antonio Barros e Ceceu/ Banda Palov
25/06 – Elba Ramalho/ Banda Cheiro
26/06 – Asa de Águia/ Nando Cordel
10/10 – Os Trapalhões
16/10 – Mastruz c/ Leite/ Reginaldo Rosssi
18/12 – Chiclete c/ Banana
25/12 – Banda Cheiro/ Eliane


1994

26/03 – Asa de Águia / Banda Efan
09/04 – Roberto Carlos/ Banda Feras
23/06 – Elba Ramalho/ Mastruz c/ Leite
24/06 – Jorge Bem Jor/ Banda Cheiro
25/06 – Tim Maia/ Lulu Santos
16/10 – Asa de Águia/ Eliane
26/11 – Zezé di Camargo e Luciano
16/12 – Netinho
30/12 – Chiclete c/ Banana


1995

18/03 – Asa de Águia
25 à 28/05 – IV Campina Mostra Negócio e IV metalmec
23/06 – Elba Ramalho/ Banda Eva/ Amazan
24/06 – Fagner/ Chiclete c/ Banana/ Amazan
29/07 – Raça Negra/ Banda Palov
02/12 – Fábio Júnior/ Banda Efan
30/12 – Chiclete c/ Banana / Alerta Geral/ Capilé


1996

20/03 – Asa De Águia
30/03 – Elba Ramalho/Geraldo Azevedo/Alceu Valença/Zé Ramalho
22/06 – Elba Ramalho /Gera Samba / Amazan
23/06 – Fagner /Mastruz Com Leite /Amazan
21/07 – Chiclete Com Banana /Cavalo De Pau
19/09 – Zezé Di Camargo E Luciano /Sirano E Sirino
23/11 – Roberto Carlos


1997

15/03 - Asa de Águia e Mexe Ville
20/04 - Sirano e Sirino / É O Tchan e Capilé
22/06 - Zezé di Camargo e Luciano / Magníficos / Amazam
23/06 - Daniela Mercury e Baby Som
17/08 - Tiririca/ Capilé
30/08 - Molejo/ Flavio Jose/ Banda Metrópole
18/10 - Chitãozinho e Xororó/ Sirano e Sirino
28/11 - Só Pra Contrariar/ Mexe Ville
13/12 - Banda Mexe Ville/
27/12 - Banda Eva/ Jamil e uma Noites


1998

21/03– Só Pra Contrariar/ Banda Malagueta/ Mexe E Ville
22/05– Roberto Carlos/ Banda Feras
20/06– Chiclete com Banana/ Magníficos/ Amazam
21/07– Chiquititas/ Palhaço Pipoquinha
04/08– Padre Zé Ivanildo ( Show da Igreja de Fátima )
17/10– Terra Samba
12/12– Zezé di Camargo e Luciano/ malagueta e Mexe e Ville
25/12– Araketu/ Ricardo Chaves/ S3
27/12– Padre Zé Vanildo ( Igreja )


1999

26/03 – Daniel e Alerta Geral
09/05 – Padre Zezinho
19/06 – Chiclete Com Banana/ Magníficos / Reginaldo Rossi / Amazan
02/07 – Zezé Di Camargo E Luciano
16/10 – Leonardo/ Mexe Ville/ Luizinho De Irauçuba / Amazan
27/11 – Renato e Seus Blue Caps/Os Feveres / Os Pholhas
25/12 – Ivete Sangalo / Furdunço E Capilé.


2000

23/06 – Chiclete Com Banana/ Nando Cordel / Amazan
01/07 – Zezé Di Camargo & Luciano / Amazan
20/08 – Os Travessos / Ala Ursa / Só Balanço E Furdunço
12/10 – Klb / Furdunço / Los Papas
22/12 – Harmonia Do Samba


2001

22/06 – Zeze Di Camargo & Luciano / Os Feras / Amazan
24/08 – Exaltasamba / Jorge Aragão / Artemanha
26/10 – Skank / Area 51
29/12 – Chiclete Com Banana


2002

21/06 – Zezé Di Camargo E Luciano /Ton Oliveira / Lagosta Bronzeada
23/08 – Roberto Carlos E Across The Beatles
22/09– O GRANDE ENCONTRO DA MUSICA CATOLICA CAMPINENSE
29/12 – Babado Novo / Calypso E Capilé


2003

26/04 – Formatura da UEPB
21/06 – Elba Ramalho / Babado Novo / Palov e Amazan
03/10 - Kid Abelha / Senhoritas e Impossíveis
22/11 - Raça Negra e Eliane
05/12 - Fevers / Pholhas e Renato e seus Blue Cap's
26/12 - Ivete Sangalo /A Zorra / Capile 


Anexos:

Trecho de um show de Djavan  realizado no Spazzio:

Fonte: www.camera21.com.br


Fontes Utilizadas:

-Arquivos Pessoais
-www.spazzio.com.br
-Rádio Cariri
-www.camera21.com.br


Com a instalação da Escola Politécnica em Campina Grande, através do Decreto Federal de número 33.286/53, do dia 14 de julho de 1953, foi autorizada o seu funcionamento pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, conforme já tratado em posts anteriores (use nossa ferramenta de busca para ver mais sobre a Escola Politécnica).

Em sendo a primeiro curso superior da cidade, consequentemente, em Março de 1954 realizou-se o primeiro exame vestibular de Campina Grande, para acesso das vagas oferecidas para a turma pioneira da Faculdade de Engenharia Civil, formada em 1958, gerando o reconhecimento do curso.

A foto acima mostra o registro raríssimo desse acontecimento, em nosso Município.

"Na foto são vistos, parte anterior: dois candidatos sentados. O terceiro retira o ponto sorteado para a prova oral. Parte posterior, em pé, da esquerda para direita: Prof. Josemir de Castro- Prof. convidado 1- Prof. convidado 2- Prof. Giusepe Gioia- Prof convidado 3- Prof. Antônio Morais- Prof. Adelmo Machado- Prof. Pedro Collier- Prof. Glauco Benévolo de Benévolo- Prof. Max Hans"
Karl Liebig


Fonte Pesquisada:
Acervo do Prof. Milton Bezerra das Chagas Filho

Mais uma raridade do acervo do blog, uma imagem dos anos 50 da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande. A foto foi tirada em 1957, mostrando um prédio ainda incompleto, em comparação a foto de 2009.

A Associação foi criada em 1926, tendo em Demóstenes de Souza Barbosa, seu primeiro presidente. O órgão foi criado pelos empresários da cidade, que estavam sendo prejudicados pelo então Presidente (Governador) do Estado, Camilo de Holanda, que resolveu fixar no orçamento estadual uma tabela especial do chamado ‘Imposto de Indústria e Profissão’, determinando que os contribuíntes estabelecidos em Campina Grande teriam que pagar alíquotas mais elevadas em comparação aos demais municípios da Paraíba.

Na verdade, era uma briga política entre Camilo e o prefeito de Campina Grande, Cristiano Lauritzen. Como sempre aconteceu em nossa cidade, quem saía perdendo com esses "eventos" era o povo da cidade.

(1957)


(2009)

Fonte Utilizada:

-Arquivos Pessoais
-Site da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande

Segundo o dicionário Aurélio, “Maçonaria é uma sociedade parcialmente secreta, cujo objetivo principal é desenvolver o princípio da fraternidade e da filantropia”. Campina Grande, como sempre inovadora em sua história, não poderia ficar de fora desse contexto. Portanto, a Maçonaria em nossa cidade surgiu ainda no século 19. Exemplos desse fato foram a “Segredo e Lealdade” de 1873, a “Renascença” de 1876 e finalmente, uma que não teve nome, fundada por Alexandre Dornelas Luna, Estevam Dornelas Luna, Antonio Velho e outros. Todas foram extintas devido a fortes perseguições da sociedade, principalmente da igreja católica.

Entretanto, a idéia não foi esquecida e no dia 19 de agosto de 1923, foi fundada na Rua Marquês do Herval, a “Loja Maçônica Regeneração Campinense”, nome dado por Almir Silva e Luiz Dália. Na época, 40 “maçons”, estiveram presentes no histórico momento, foram eles:

Alfredo Carneiro da Cunha
Almir Silva
Antônio Gomes da Silveira
Augusto Felipe Santiago
Claudino Gabino de Oliveira
Ernani Lauritzen
Francisco Maria
Gasparino Barreto
Idelfonso Aires
João Araújo
João de Macedo Filho
João Ferreira de Matos
João Itamar
João Uchoa
Joaquim Pereira dos Santos
José Barros Ramos
José Branco Ribeiro
José de Almeida Júnior
José de Almeida Pequeno
José Maia Filho
José Timóteo de Morais
Juvino de Souza do Ó
Leocádio Bezerra Cavalcanti
Lino de Oliveira Cavalcanti
Luiz Dália
Luiz Lyra
Luiz Tavares
Luiz Tavares Wanderley
Manoel Almeida da Silva
Manoel Araújo Souto
Manoel Correia da Costa Vasconcelos
Manoel Feliciano do Nascimento
Martiniano Martins Lins
Methódio Câmara
Olímpio Ferreira Barros
Sebastião Lira Gomes Pedrosa
Severino Gomes da Silva
Severino Pimentel
Targino da Costa Barbosa
Venâncio dos Santos

A história da Maçonaria está diretamente ligada com a história do município. Várias decisões e posicionamentos políticos da cidade foram tomadas nas dependências dessa sociedade secreta, que tanto intriga pessoas que não a conhecem a fundo.

Em 20 de fevereiro de 1924, a loja maçônica instalou seu templo no sobrado da família Ivo Macacheira, à Praça Epitácio Pessoa. Nesse mesmo dia ocorreu à primeira sessão solene de posse e seis dias depois, realizou-se a primeira reunião administrativa.

No ano de 1925 (08 de maio), Artiquilino Dantas doou o terreno para a construção da atual sede, localizada a Rua Venâncio Neiva. Em 02 de outubro, seria aprovado o Regimento Interno da organização.

O dia 24 de junho de 1926 marcou a data da inauguração da atual sede e em 1928, ocorreu à criação da famosa biblioteca da Maçonaria, chamada “Biblioteca Arlindo Correia”, em homenagem a um dos baluartes da Maçonaria campinense.


Imagem da sede da Regeneração Campinense

Em setembro de 1932, a Maçonaria teve a honra de inaugurar o primeiro hospital da cidade, o Hospital Pedro I (utilizem nossa ferramenta de busca para conhecer a história desse hospital).

Depois de investir na saúde, o próximo passo da “Regeneração Campinense” seria à educação, com o advento do “Grupo Escolar Antônio Vicente”, homenageando o maçom Antonio Vicente Ferreira, que doou todos os seus bens materiais a Maçonaria. O terreno do grupo, localizado no bairro de José Pinheiro, foi doado pelo maçom João Mangueira Neto. Em 1964 a escola seria estadualizada e em 1992, demolida para a construção de um novo edifício, mais amplo e moderno. Boa parte do acervo da biblioteca “Arlindo Correia” foi redirecionada para o local, que hoje se chama “Escola de Ensino Fundamental Antônio Vicente”.


Escola de Ensino Fundamental Antônio Vicente

Em 1935, um maçom da Regeneração Campinense seria governador do Estado, seu nome: Argemiro de Figueiredo. O inesquecível político foi iniciado na Maçonaria em 24 de fevereiro de 1925, sendo um dos responsáveis pela criação do regimento da organização.

Foto da estátua de Argemiro, localizada na Praça Clementino Procópio

O antigo prédio maçônico, pequeno e de forro e assoalho de madeira, foi demolido entre as gestões de Aroldo Cavalcanti Cruz e Raimundo Gadelha Fontes, para ser reconstruído e inaugurado em 20 de junho de 1968.

No ano de 1981, o edifício foi aumentado na gestão de Ailton Elisiário de Sousa, contando atualmente com mil metros quadrados.

Fotos da Maçonaria e do Templo Maçônico - Fotos de Demetrius

Durante os anos 80 e 90 do século passado, a “Regeneração Campinense” em regime de “comodato”, manteria o Clube das Acácias, que se localizava no Açude Velho. Ali foram realizadas inesquecíveis festas da família maçônica e da sociedade campinense em geral. Infelizmente, o local foi demolido para a construção de um moderno edifício.

Quando dos 75 anos da fundação da “Regeneração Campinense”, os maçons Francisco Assis de Almeida e Geraldinho Pereira Duda, esse último responsável pela arquitetura do teatro “Severino Cabral”, fizeram o projeto do “Monumento Maçônico”, localizado entre as ruas Vidal de Negreiros e João da Mata. O projeto filosófico foi de Ailton Elisiário de Sousa.

Monumento-Foto de Demetrius

Ao longo dos anos, organizações para-maçônicas foram sendo criadas para servir de alicerce à Maçonaria. Foi o caso da “Associação das Samaritanas” em 1981, constituídas pelas esposas dos maçons. A Ordem Demolay “Deus, Pátria e Família” (jovens entre 13 e 21 anos idade), fundada em 1981. O “Clube de Lowtons” em 1987, para as crianças do sexo masculino e no ano seguinte, o “Clube Flor de Lótus”, para as crianças e adolescentes do sexo feminino. Hoje, existe outra organização para as jovens, as “Filhas de Jó”.

Em 07 de janeiro de 1994, o governador do Estado, Cícero Lucena, sancionou a lei nº. 5.859, que reconheceu a loja “Regeneração Campinense nº. 02”, como entidade de utilidade pública.

Em que pese o sentimento de rejeição por parte de algumas organizações religiosas, são 86 anos de serviços bem prestados pela “Regeneração Campinense nº. 02”, além das outras organizações maçônicas de nossa cidade. Campina Grande agradece.


A Regeneração Campinense em 2009

Anexo:

Escutem abaixo o tema "Acácia Amarela", feita por Luiz Gonzaga em homenagem a Maçonaria. Para os que não sabem, o "Rei do Baião" era maçom.


Fontes Utilizadas:

-Datas Campinenses de Epaminondas Câmara
-Memorial Maçônico de Campina Grande – Ailton Elisiário
-Site da Regeneração Campinense, atualmente desativado
-http://planeta.terra.com.br/servicos/regecamp/PagMonumento.htm
-Cordel “A Escola Antonio Vicente” – Turma do 5º Ano A de 2008
-Discurso de Luiz Carlos Silva, por ocasião do aniversário de 85 anos da Loja Regeneração Campinense nº. 02
-Dicionário Aurélio


Na semana passada fomos agraciados com o lançamento virtual do livro "Coração Parahybano - Crônica, Literatura e Memória" da Professora Clotilde Tavares.

Paraibana de Campina Grande, mora em Natal-RN, compõs o corpo docente do curso de Medicina da URFN até 2002 quando aposentou-se e, desde então, dedica-se a produção textual na área cultural, escrevendo para jornais e propagando cultura na blogosfera ainda desenvolvendo estudos sobre cultura popular sobre cantoria de viola e literatura de cordel.

Clotilde é filha do saudoso Nilo Tavares, que aportou em Campina Grande 1946, "onde ele trabalhou como tipógrafo na Livraria Pedrosa, e depois redator das Rádios Borborema e Cariri e posteriormente do Diário da Borborema. (...) militou intensamente nos meios esportivos locais, não apenas como comentarista esportivo de rádio e jornal, mas também como admirador e eventual membro de diretoria do Paulistano Esporte Clube e Treze Futebol Clube", segundo conta a própria Clotilde em seu Blog "Umas e Outras", que pode ser acessado através do link:  http://clotildetavares.wordpress.com/.


“Coração Parahybano” tem 60 crônicas escolhidas entre as que foram publicadas no jornal A União, periódico oficial de circulação estadual. A seleção dos textos teve como temática principal a história da Paraíba,  memórias da infância passada em Campina Grande e comentários sobre livros e autores paraibanos. São 132 páginas, com 60 textos.

Os editores deste blog recomendam essa prazerosa viagem pelas memórias de quem viveu a História de Campina Grande.

O download da obra, fornecida pela própria autora pode ser efetuado, clicando em  http://www.clotildetavares.com.br/cp .
Outra imagem datada de 1946. Trata-se da vista da Praça Clementino Procópio. Ao fundo, novamente, podemos visualizar os prédios da Prefeitura Municipal e o do "Grande Hotel".



Fontes Utilizadas:

"Cadastro Comercial e Industrial Brasileiro de 1946"
Cortesia do Arquiteto e Professor da UFBA, Francisco de Assis Costa (Chico Costa)
Um raro registro da Avenida Floriano Peixoto em imagem de 1946. A foto foi tirada no prédio da Catedral de Campina Grande e nela, podemos visualizar ao fundo, os prédios do "Grande Hotel" e da então prefeitura da cidade.



Fonte Utilizada:

"Cadastro Comercial e Industrial Brasileiro de 1946"
Com a colaboração de Francisco de Assis Costa, Arquiteto, Professor da UFBA"


Mais um resgate fotográfico do final dos anos 20, início da década de 30, que mostra a Feira Livre municipal que expandia-se pelas principais ruas do nosso atual Centro da cidade.

Acima, a foto mostra a Rua Venâncio Neiva, área de livre comércio, esquina com a Av. Floriano Peixoto, podendo-se identificar o área onde viria ser, hoje, o Posto de Saúde Francisco Pinto e Recebedoria de Rendas, sendo possível também visualizar a Igreja Batista, ao fundo da imagem.
A rua "Venâncio Neiva" foi em homenagem a Venâncio Augusto Magalhães Neiva, que foi governador da Paraíba entre 16 de novembro de 1889 a 27 de novembro de 1891. Também seria senador da República. Abaixo, duas fotos do passado e uma atual, retratando as mudanças ocorridas ao longo do tempo:





Fontes Utilizadas:

Wikipedia
Fotos da Comunidade de Campina Grande no Orkut
Alguns campinenses que visitavam a Bahia, no começo dos anos oitenta, ficavam encantados com o carnaval de Salvador e também, com um evento realizado na cidade de Feira de Santana chamada “Micareta”, um carnaval fora de época, que contava com toda a estrutura de “blocos, bandas e mortalhas” (roupas que eram os ingressos de acesso ao bloco) de Salvador.

A Micarande surgiu de uma idéia do então prefeito de Campina Grande, Cássio Cunha Lima, que resolveu apostar no conselho do publicitário Luca Sales, que participou do evento de Feira de Santana. Era o ano de 1989, quando Cássio resolveu importar o evento baiano. No primeiro ano, o evento foi realizado em apenas um dia. A “Turma do Pingüim” seria a grande atração da “extra-oficial” Micarande de 1989. Todavia, é bom frisar, que durante o São João de 1988 o “Demtur” promoveu o “Arrastão do Turista”, com Capilé e o Asas da América, evento realizado em 24 de junho com saída da Cavesa, passando pelo centro da cidade, até chegar ao Parque do Povo.

Oficialmente, a Micarande começou em 1990, quando ocorreu uma espécie de padronização do evento através dos blocos. Era a época das “agremiações de amigos” sem fins lucrativos, fazendo com que a população se identificasse mais diretamente com a festa. O mês escolhido para o evento, segundo algumas fontes, foi em virtude de ser o mês de aniversário de Cássio Cunha Lima.

Exatamente em 21 de abril de 1990, perto do antigo “Cave”, localizado as margens do Açude Velho, um grupo de foliões vestindo as mortalhas com um Galo de Campina estampado no material, saiu em direção ao Parque do Povo puxado pelo forrozeiro Biliu de Campina, acompanhado por uma orquestra de frevo.


No Açude Velho, nasceu a Micarande

O hino do Galo, de autoria de Bráulio Tavares, era cantado efusivamente por Biliu:

"O meu nome é trupizupi,
Sou o Galo de campina,
O meu nome trupizupi,
O raio da Silibrina..."

No Parque do Povo, o Galo de Campina se encontraria com o Bloco da Saudade, formado por foliões vestindo fantasias tradicionais do carnaval.

O Parque do Povo era o epicentro da festa

Nesse primeiro ano, além do Galo, o “Balanço do Amor” era o outro bloco oficial, que contava com a participação de Capilé. O Balanço do Amor era uma parceria de Capilé com Saulo Florindo, da quadrilha “Virgens da Seca”, que ficaria famoso na cidade nos anos seguintes, ao ser um dos sócios do “Bloco Batata”, com a banda “Asa de Águia”.

No Galo de Campina, era fácil de encontrar entre os foliões, políticos e artistas do Estado. Cássio Cunha Lima, por exemplo, participaria junto com seu pai Ronaldo, além de artistas do quilate de Elba Ramalho.


Cássio Cunha Lima no Galo de Campina em 1990

Em 1991, Cássio definiu a festa da seguinte maneira: “Essa exitosa promoção... foi lançada nas ruas da cidade com outro objetivo, de caráter econômico: fortalecer os segmentos produtivos e de serviços de Campina. E atingiu plenamente sua finalidade”. E era verdade, pois a partir de 1991, o evento seria consolidado e teria seu sucesso aumentado durante a década de 90, servindo de modelo para várias micaretas no Brasil, até atingir seu auge em 1999. Mas essa é outra história, e ainda abordaremos mais sobre esse evento ao longo dos próximos meses.

Abaixo, um vídeo da TV Paraíba sobre o início da Micarande:


Fontes Utilizadas:

-Dissertação “Micarande: Festa do Povo?” – Autor: Sebastião Faustino Pereira Filho.
-www.micarande.com.br
-Comunidades do Orkut, que falam em Campina Grande.
As matérias a seguir, fruto de reportagem do Diário da Borborema em 2007, relatava os 50 anos da Estação Ferroviária de Campina Grande, localizada no Centenário. Cliquem para ampliar.



Uma das mais antigas edificações de Campina Grande é o Edifício Prata, localizado na Rua Semeão Leal, centro da cidade. Foi construído por um ex-prefeito de Campina Grande, Raymundo Vianna de Macedo, que governou a cidade durante o período de 1945 e 1946.


Raymundo Vianna de Macedo

Vianna tinha vários imóveis, entre eles, o terreno onde hoje se localiza a “Feira da Prata”, que inclusive leva o seu nome. Foi um dos fundadores do Jornal “Praça de Campina” em 1934, do Rotary, da Embrapa, da Sociedade Rural e da Sociedade Beneficente dos Artistas, além de ser um dos responsáveis pela construção da Igreja do Rosário e do Colégio da Prata. Ainda seria deputado estadual no ano de 1946.

O Edifício Prata, de estrutura de concreto armado, tem o alvará de construção nº. 1.179, registrado em livro em 07 de julho de 1962, no Departamento de Urbanismo da Prefeitura Municipal de Campina Grande. Porém, vale destacar que sua construção foi bem antes disso, infelizmente, não temos o ano correto de tal ato.


Foto do Edifício

José Paulino da Costa, que trabalha no Edifício Prata desde 1975, relatou uma curiosidade na construção do prédio. Segundo ele, vários maquinários utilizados para construir o Açude de Boqueirão, reservatório de água de nossa cidade, foram empregados na construção do edifício, chegando inclusive a ser alvo de piadas, ao indagarem Vianna se ele estava construindo um açude no centro da cidade.

O Edifício tem uma área total construída de sete mil, novecentos e oitenta e oito metros e quarenta centímetros quadrados (7.988.040 m2). Já foi sede dos grandes escritórios e comércios da cidade em sua fase áurea, sendo em determinada época, grande centro mercantil. Hoje, basicamente, é local de moradia de estudantes, que chegam a Campina Grande para estudar nas nossas diversas universidades.


Outra Vista do Edifício

Fontes Utilizadas:

-Arquivos de José Paulino da Costa
-Arquivos Pessoais



Um dos registros raríssimos da época em que a feira livre de Campina Grande ocorria no Centro da cidade.

Os comerciantes ocupavam as Ruas Maciel Pinheiro, Venâncio Neiva, Marquês do Herval e parte da Alexandrino Cavalcante (Rodoviária Velha).

É possível notar o detalhe estampado à parede de uma das casas comerciais o letreiro com o nome "...LUNDGREN", sobrenome famoso em nossa região paraibana, família sueca comerciante do ramo de tecidos, fundadores da cidade de Rio Tinto-PB e, posteriormente, sob o comando de Arthur Lundgren, a fundação das Casas Pernambucanas.

Em primeiro plano também nota-se a existência da "Casa Pernambucana" de Manoel Joaquim de Araújo, ex-prefeito de Itabaiana-PB (1919/1922).
 
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