Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

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A Rua Marquês do Herval, já fora chamada de "Rua dos Armazéns" bem como "Praça do Algodão", uma vez que era lá que se concentrava alguns locais de comercialização de algodão, dos quais se espalhavam grandes fardos, sob responsabilidade dos grandes comerciantes do gênero, com firmas estabelecidas na região central da cidade.

Também já foi a “Rua  Nova”, a “Rua  do  Comércio”,  “Rua Barão da Passagem” mas, por fim, “Rua Marquês do Herval”, em homenagem (?!) a um militar brasileiro Ministro da Guerra que, no século XIX, destacou-se na  Guerra  do  Paraguai.

Na foto acima, sem precisão de data, podemos visualizar ao centro uma ponta da Praça da Bandeira, demarcando a bifurcação que abria acesso para a extinta Rua do Progresso e, à direita, o antigo Banco Auxiliar do Povo e uma parte da Recebedoria de Rendas.

Foto pertencente ao acervo particular do Dr. Evaldo Dantas da Nóbrega, médico e membro do Instituto Histórico de Campina Grande.






A imagem acima retratou o canteiro de obras do Shopping Iguatemi, de Campina Grande no ano de 1997, empreendimento de grande vulto para o desenvolvimento sócio econômico local, que viria a ser inaugurado em 29 de Abril de 1999. 

Após reorganizações societárias sucessivas, passou a se chamar Boulevard Shopping e, hoje, chama-se Partage Shopping Campina Grande.

A foto foi disponibilizada por Everson Pombo, no site http://www.skyscrapercity.com


Apesar da resolução não apresentar excelente nitidez, vale nossa intenção em divulgar uma bela imagem que retratou o antigo Edifício Esial que fora demolido na década de 80 para ceder espaço às Lojas Brasileiras, e parte do aspecto urbanístico do seu entorno, mostrando:
a.) A esquina da Rua Marquês do Herval com a Av. Floriano Peixoto;
b.) Parte da Praça Clementino Procópio;
c.) O Posto Esso
d.) Início da Rua Afonso Campos (antigo Largo da Luz);
e.) Acesso à Rua Afonso Campos por trás do Grande Hotel
Foto pertencente ao acervo pessoal do Dr. Evaldo Dantas da Nóbrega, médico e membro do Instituto Histórico de Campina Grande.
Interessante folder criado pela Reitur Turismo nos anos 80, demonstrando a cidade de Campina Grande para os turistas. As imagens foram digitalizadas por Alessandra Melo:



Agradecemos a Manoel Leite pelo envio do material.
O livro "A Invenção de um Lugar: vivências e memórias da Favela da Cachoeira", da autora Hilmaria Xavier Silva é resultado da dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós- Graduação em História da UFCG. 

O livro conta a História da Favela da Cachoeira, considerada pelo senso comum a favela campinense portadora das piores condições habitacionais. Além da falta de saneamento, coleta de lixo, pavimentação e outros serviços básicos, os moradores locais conviviam com o desabamento de encostas e barreiras. Por mais de quatro décadas, dezenas de casas foram ao chão no período de chuvas, deixando famílias inteiras desabrigadas. A favela chegou a ter, entre os anos de 1959 e 2006 (datas que marcam respectivamente o início de sua formação espacial e a desconstrução daquele lugar enquanto espaço habitado) cerca de 2.336 habitantes, 670 habitações, sendo 40% delas em situação de risco.

O livro traz ainda relatos orais de memórias de ex moradores da favela, que contam como era viver na favela, contam suas conquistas decorrentes de suas lutas sociais que resultaram na mudança dos moradores para o Bairro da Glória.

A autora chegou a este objeto de estudo por duas razões: uma razão pessoal, pois sempre foi moradora da zona leste da cidade e cresceu próximo a favela, ouvindo seus moradores, ouvindo o discurso da mídia e a forma como a favela era propagandeada pela sociedade, e por uma razão acadêmica, pois uma História formal sobre a favela da Cachoeira ainda não havia sido contada, e para contribuir com os debates historiográficos acerca dos populares da cidade de Campina Grande.

Com este livro, a autora deseja mostrar que a Favela da Cachoeira não foi somente um lugar de  violência e precariedade, mas foi também um lugar de afetividades, festejos, lutas e conquistas. 

Lançamento: 13 de setembro de 2016, no MAPP (Museu dos Três Pandeiros), às 19:30 horas.

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Hilmaria Xavier Silva é Mestre em História pela Universidade Federal de Campina Grande e Doutoranda em História pela Universidade Federal de Pernambuco.

Um excelente ângulo fotografado do imponente Edifício Lucas, localizado na Avenida Marques do Herval com a Rua Cardoso Vieira. 

Notemos na imagem a inexistência do famoso Calçadão, que fora construído em 1975, durante a gestão do prefeito Evaldo Cruz, recebendo o nome de Calçadão Jimmy de Oliveira.

Ainda identificamos a agência local do Instituto de Previdência do Estado da Paraíba, o IPEP e uma agência da companhia área Cruzeiro.

Um bela imagem da antiga agência do Banco do Brasil de Campina Grande, quando já funcionava o Banco do Estado da Paraíba, Paraiban, situada na Av. Marquês do Herval.

O Paraiban nasceu com o nome de Banco da Parahyba, em João Pessoa, no ano de 1924. Transformou-se em Paraiban em 1929, quando fora estadualizado.

Em 2001 o Bando do Estado foi privatizado, sendo adquirido à época pelo ABN AMRO Real, hoje já sob controle do Banco Santander.

Infelizmente, não pudemos precisar o ano da foto postada.

No início desta semana, uma postagem de Facebook ganhou destaque entre os campinenses e, em pouco tempo, tornou-se um dos chamados "virais" na grande rede.

A jornalista Carol Corso, moradora de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, postou em seu perfil pessoal uma história curiosa, construída à partir de um livro comprado em um sebo.

O livro, "Humildade, Paixão e Morte", de Davi Arrigucci Jr, foi comprado pela internet e ao recebê-lo, Carol encontrou entre suas páginas um marcador com um texto que romantizou todo o contexto.


Eis a íntegra da sua postagem:

Comprei um livro de um sebo pelo Estante Virtual. Chegou hoje!
Mas antes de começar a ler, preciso saber:
Wellington, por que tu não guardaste o marca páginas da tua amiga Virgínia?
Explico: o livro pertencia a um tal de Wellington, de Campina Grande, Paraíba. Descobri isso porque o nome dele está escrito no índice.
Mas ao folhear a obra, achei um marca páginas com um recado atrás:
“Wellington
Que bom ter um amigo legal como você. Adoro a força que você une a si e o carinho que há entre nós. Agradeço a Deus por ter um amigo assim.
Te desejo tudo de bom!
Com carinho. Toda a felicidade para Nós.
Beijão da amiga que te gosta muito,
Virgínia.
Campina Grande, 05/07/1980”
Há 36 anos este marca páginas existe.
A edição do livro que comprei é de 1990.
Wellington assinou seu nome no livro com a data ‘setembro/1996’, então comprou ou ganhou a obra nesse ano. Por isso, se minha matemática não estiver errada, entendo que usou esse marca páginas por, pelo menos, 16 anos.
Será que Wellington casou com Virgínia? Será que eram só amigos? Será que está vivo? Será o que mais? Onde eles estão agora?
Isso pode ser poesia. Um conto. Talvez até um grande romance! Ou "apenas" mais uma história entre tantas outras por aí...
Por que o ‘Nós’ do recado estava sublinhado?
A escrita de cada um fala muito da gente. Pelo menos eu acho.
Wellington, posso devolver o teu marca páginas, se ele ainda for importante para ti. No mais, sou grata por ter deixado ‘Humildade, paixão e Morte’ do Davi Arrigucci no sebo para, depois de 26 anos, vir parar em minhas mãos."

Estudante do curso de Letras, o livro comprado pela gaúcha Carol Corso trouxe curiosidade não só à ela, como à grande parcela dos internautas que compartilharam sua postagem, gerando uma grande busca virtual por "Wellington" e "Virgínia".

Wellington R...???

Esta história não poderia ter surgido em outra situação, que não nas páginas de um livro de poesias... O BlogRHCG, como ferramenta de grande alcance também se prontificou a contactar a autora da postagem e se enquadrar nesta busca por um desfecho para o contexto abordado.

Quem é Wellington? Quem é Virgínia? Onde estavam em Julho de 1980? Onde estão em 2016?

Ajudem-nos!

Frente do Marcador



Hoje, 21 de Agosto de 2016, o Blog Retalhos Históricos de Campina Grande se reserva ao direito de comemorar o alcance cronológico de sete anos de atividades!

Há 7 anos, centenas de pessoas são contempladas com informações curiosas sobre eventos pretéritos componentes da heróica saga da Rainha da Borborema, desde a ‘Vila Nova da Rainha’, passando pela ‘Capital do Trabalho’, culminando na ‘Cidade High-Tech’.

Através de 1.990 postagens, frutos de pesquisas contínuas dos idealizadores deste espaço e dos bravos e incansáveis Colaboradores da História, que comumente remetem matérias de interesse coletivo, pôde-se promover uma revolução no modo de se consumir História, por parte de quem acessa o conteúdo aqui disposto.

Desprezando a didática, a grande teia da História da nossa urbe vem sendo tecida fato à fato, de forma  anárquica em relação à cronologia, onde o conjunto de dados envolvendo fotos, vídeos e textos são processados de maneira prática, facilitando a compreensão do internauta com linguagem simples e contextualização objetiva.

Neste aniversário, convidamos a comemorar conosco os órgãos de comunicação locais que, desde o princípio apresentaram nosso projeto com entusiasmo, favorecendo o crescimento do público que, declaradamente, se viciou na História de Campina Grande.

Foi através da seriedade e da credibilidade apresentada, cotidianamente, que conquistamos a simpatia de personalidades da imprensa e da política, tanto municipais, como estaduais, que propagam ainda mais o intento desse projeto que tem por finalidade provocar a sociedade para que ela mesma conte sua História.

Nessa ótica, recebemos grandes presentes como o reconhecimento de Serviço de Utilidade Pública Municipal, Menções de Aplauso da Câmara Municipal de Campina Grande e da Assembleia Legislativa, bem como as Medalhas de Honra ao Mérito concedida aos criadores do Blog, como reconhecimento institucional pelo resgate da memória proporcionado dia após dia por todos os que promovem esse espaço virtual!

Por tudo que nos foi possível apresentar até esta data, quando comemoramos estes sete anos de atividade do Blog RHCG, também é sensato que agradeçamos à toda sociedade que comunga desse propósito.

Obrigado, Campina Grande!
Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
(idealizadores)

 
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